Marcados.

E tem gente por ai dizendo que é viúva, sem ser viúva.

Matando aqueles por quem um dia dedicaram, entregaram a vida que não era uma vida só.

E eu fico aqui olhando me perguntando quando foi que as coisas mudaram assim tão drasticamente.

uma-mente-sem-lembrancas

E nascemos sós… E independente da trajetória, será normal se morrermos sós também.

E  é bem provável que sejamos absolutamente tudo nas nossas vidas…Menos nós mesmos.

Por que nós somos a continuação daqueles que passaram por nós, e um pouco daqueles que nem conhecemos ainda.

E tem gente que acha que é possível simplesmente apagar da própria vida algumas pessoas, simplesmente passar uma borracha por cima do passado, esquecer nome, endereço, criar o coma de uma década.

Esquecer do outro, esquecer de si mesmo.

Mas que ingratidão!

Pro bem ou pro mal, somos um Frankenstein de personalidades, uma mistura de essências;

Somos um amontoado de universos que se fundem criando um ser humano único.

Renegar ao outro portanto, é acima de tudo renegar a si mesmo, as próprias raízes, a própria história, porque é simplesmente impossível passar pela vida de alguém ou deixar que uma pessoa faça parte de nossa vida, achando que ficaremos impunes ao outro. Somos uma reação do outro.

Se aquilo no que nos tornamos não nos agrada, basta esperar pelo próximo ou próxima.

Basta ter uma abordagem diferente, basta reagirmos diferente às ações externas, independente de boas ou ruins. E  à partir daí então, e talvez só assim, proclamarmos algum tipo de mudança para si próprios.

E porque essa história de matar o outro? Por que essa história de agir como se fôssemos todos descartáveis?

Qualquer excesso sentimental é reflexo do outros em nossas vidas. Ódio é amor transcendido. É quase impossível odiar alguém gratuitamente, assim sem nenhum grande motivo. O ódio é sempre derivado de alguma frustração, é sempre um amor mal sucedido. Então que superemos,que amemos, ou perdoemos o suficiente para sermos neutros no nosso trato com as outras pessoas.

Só somos neutros com aqueles com quem nunca estivemos, porque de todo o resto, não tem jeito meus amigos, não somos nós mesmos, somos um amontoado de outros.

Esse negócio de matar pessoas , ignorar pessoas , é auto engano. No fundo, quando você se olha no espelho, estão todos lá, em cada traço daquilo que você é.

E a vida? Ah a vida é um caminho solitário. Nós nascemos sós e seguimos sós, tendo a companhia de pessoas magníficas constantemente. Mas o final é sempre solitário.

Somos seres humanos, afinal.

Nós somos tudo e nada. Tudo menos nós mesmos. Tudo menos a pessoa que éramos quando nascemos.

Tudo. Cada experiência, cada aprendizado, cada lágrima e cada decepção.

E isso é mágico demais, bonito demais pra ser ignorado.

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