Meu inesquecível desconhecido…

Existe algo de muito, muito triste nas relações que acabam precocemente.

É sempre como uma morte jovem, como se ainda houvesse muito pra ser vivido, muito pra ser dito.nao-guarde-magoas-de-seu-ex-namorado

O rompimento abrupto  é sempre a era a hora errada,é sempre o que nunca foi dito, o amor inesgotável, a santidade que a morte traz, a complacência, o perdão, a disposição pra começar de novo.

E onde há sentimento, que motivo se faz bom o bastante  pra um rompimento? Se existe reciprocidade, se existe amor…Se há amor, o que é contra o amor? O que é o fim?

Quando é que acaba?

O que é grave o suficiente pra que passemos por cima daquilo que deveria ser a coisa predominante, a mais importante ?

Sufocamos tentando não prender;

Machucamos tentando fazer  feliz;

Erramos tentando fazer dar certo;

Nos violentamos tentando apenas ter momentos de prazer…

E ainda há amor o suficiente. Mas o que era tudo?

Lembranças são fragmentos de um presente que virou passado. Tão surreal, tão distante que não sabemos se de fato vivenciamos, não sabemos se é vã fantasia.

Quem é você? Quem é o outro?

Aquele que você incluiu nos seus sonhos, aquele que olhou na mesma direção que você, se converteu em um mero desconhecido, desses cuja intimidade vivenciada um dia, hoje faz corar de vergonha.

E quem é certo? Quem é o errado?

Quão grande é o seu amor pra perdoar a dor que foi provocada no interesse de fazer dar certo?

Quão grande é sua vaidade que proporciona culpa. Culpa por ter errado, e mesmo sabendo da fragilidade dos homens e de si próprio, não consegue ter a humildade de admitir nem pra si mesmo, que está feito,  que não muda, que já era, que acabou, que estragamos tudo tentando fazer as coisas serem as melhores do mundo.

O passado, que de tão distante, não pelo tempo mas pela alienação, desperta dúvidas sobre ter sido real. Sabe de uma coisa? Essa dor ainda é tão real!

E quão grande  foi o amor daquele que ainda se vitimiza e se coloca como o maior dos amantes, mas não desce de do pedestal de simplicidade, apenas para perdoar aquele que se martiriza por ter errado naquilo que ele costumava fazer de melhor:

Amar.

E quem amou o suficiente? Quem amou do jeito certo?

Eu te perdoo. Você me perdoa?

Era amor, mas não é pra sempre.

Ei estranho, você ainda tem o melhor e o pior de mim! Me desculpa, não foi por mal.

Não foi por mal.

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